DXFLEX – Beckman Coulter

O DxFLEX é um equipamento  intuitivo e de sensibilidade avançada que facilita a padronização e garante resultados mais precisos e o rastreamento de amostra devido à  funcionalidade do autoloader. Possui um design compacto, ideal para uso em cabines de segurança biológica. 

Com detecção de até 13 cores, oferece configurações simplificadas do sistema, aquisição de dados e funções de exportação de resultados.

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Guia Básico de Citometria de Fluxo

O que é citometria de fluxo?

A citometria de fluxo é uma técnica laboratorial que pode ser aplicada em diversos tipos de análises.

Utiliza-se um equipamento chamado citômetro de fluxo que une sistemas de fluídos, óptico e eletrônico gerando uma análise multiparamétrica.

First 13-colour Flow Cytometer for the Clinical Laboratory Introduced  Labmate Online

O que pode ser analisado?

QUALQUER material, desde que esteja em suspensão em meio líquido!

Ex. células, bactérias, protozoários, componentes celulares…

Quais parâmetros são analisados?

O que é aférese?

#descomplicaHemoFlow

Aférese é um procedimento no qual um componente sanguíneo é separado e removido do organismo através da utilização de um equipamento automatizado.

Pode ter finalidade terapêutica ou transfusional.

A aférese terapêutica uma terapia adjuvante ou complementar, não sendo utilizada isoladamente na maioria das doenças.

Plasmaférese – retira anticorpos, toxinas ou imunocomplexos presentes no plasma

Leucaférese – remove glóbulos brancos

Eritrocitaférese – remove hemácias

Trombocitaférese – remove plaquetas

É utilizada, inclusive, na captação de células progenitoras do doador de medula óssea!

A punção de uma ou duas veias calibrosas (uma em cada braço) é necessária para a execução do procedimento. O sangue é retirado por uma das veias, separado, o componente desejado é retido e os demais são devolvidos ao paciente pela outra veia.

Uma solução anticoagulante (citrato de sódio) é utilizada, para evitar que o sangue coagule no circuito extracorpóreo.

Uma parte dessa solução retorna para o paciente junto com o sangue.

O volume removido é substituído por soro fisiológico, solução de albumina humana ou hemocomponentes (plasma fresco congelado, concentrado de hemácias), de acordo com a doença de base e com as condições clínicas do paciente.

Uma das utilidades da aférese é a doação de plaquetas!

Você é doador de sangue e/ou plaquetas?

Procure o hemocentro mais perto da sua casa e ajude os milhares de pacientes que necessitam!

Referência: https://www.einstein.br/especialidades/hematologia/exames-tratamentos/aferese-terapeutica

Vamos falar sobre linfócitos?

Os linfócitos são leucócitos, ou seja, são células de defesa do nosso organismo contra agentes externos.

Os linfócitos podem ser diferenciados, a princípio, em linfócitos B e linfócitos T.

Tanto linfócitos B como T são provenientes de uma célula comum, chamada de progenitor linfóide, que está presente na medula óssea (responsável pela produção de todas as células sanguíneas).

Porém, no processo de maturação, os linfócitos T são encaminhados para o timo, enquanto os linfócitos B vão até tecidos linfóides secundários, como baço e linfonodos.

Ao completarem seu processo maturativo, todos os linfócitos ficam disponíveis circulando no sangue periférico.

Morfologicamente, os linfócitos são células pequenas, com alta relação núcleo-citoplasma e cromatina condensada.

ATENÇÃO: Não tente diferenciar linfócitos entre B, T e NK somente pela morfologia. Apenas com o estudo imunofenotípico conseguimos classificar devidamente os linfócitos, ok?

Linfócitos B: são importantes na imunidade humoral, sendo responsáveis pela produção de anticorpos.

Linfócitos T: são componentes da imunidade específica e da imunidade celular, induzindo apoptose de células infectadas por microorganismos, danificadas ou tumorais.

Se diferenciam a depender da sua função:

Linfócito T Citotóxico CD8+

Linfócito T Auxiliar CD4+

Natural Killer (NK)

De memória

Regulador FOXP3

Gamma-Delta

Como dito anteriormente, os linfócitos devem ser classificados por imunofenotipagem. Além de diferenciar em linhagem específica, a imunofenotipagem também irá dizer em qual estágio maturativo o linfócito se encontra, dependendo dos marcadores encontrados.

Marcadores expressos durante a maturação de linfócitos B:

Marcadores expressos durante a maturação de linfócitos T:

Você já ouviu falar sobre Síndrome de Richter?

A síndrome de Richter é uma complicação rara da Leucemia Linfocítica Crônica (LLC), ou doLinfoma Linfocítico, que ocorre em cerca de 2-10% dos casos. Tem prognóstico desfavorável.

Nela, ocorre a transformação da LLC em um linfoma de alto grau agressivo, geralmente Linfoma Difuso de Grandes Células ou, mais raramente, em Linfoma de Hodgkin (0,4-0,7% dos casos; associação com infecção por vírus Epstein-Barr).

Quanto ao fenótipo, a maioria dos casos mantem o mesmo fenótipo de LLC.

Positividade para CD45, CD19, CD43, HLA-DR, BCL2, CD38, ZAP-70 e CD71.

Observa-se também o aumento do tamanho das células, consequentemente nos parâmetros SSC/FSC.

Cerva de 50% dos casos apresentam mutação em TP53 e CDKN2. Além disso, mutações em NOTCH1 e trissomia do cromossomo 12 estão presentes em cerca de 33% dos casos.

Por fim, o descontrole do ciclo celular relacionado a anormalidades em c-MYC podem explicar a transformação.

Referências:

Federmann, Birgit et al. “Diagnosis of Richter transformation in chronic lymphocytic leukemia: histology tips the scales.” Annals of hematology vol. 97,10 (2018): 1859-1868. doi:10.1007/s00277-018-3390-x

Xiao, Wenbin et al. “Hodgkin lymphoma variant of Richter transformation: morphology, Epstein-Barr virus status, clonality, and survival analysis-with comparison to Hodgkin-like lesion.” Human pathology vol. 55 (2016): 108-116. doi:10.1016/j.humpath.2016.04.019

Woroniecka R et al. Cytogenetic and flow cytometry evaluation of Richter syndrome reveals MYC, CDKN2A, IGH alterations with loss of CD52, CD62L and increase of CD71 antigen expression as the most frequent recurrent abnormalities. Am J Clin Pathol. 2015 Jan;143(1):25-35. doi: 10.1309/AJCPATRQWANW2O3N. PMID: 25511139.

Parikh SA, Shanafelt TD. Risk factors for Richter syndrome in chronic lymphocytic leukemia. Curr Hematol Malig Rep. 2014 Sep;9(3):294-9. doi: 10.1007/s11899-014-0223-4. PMID: 25218362.

Mieloma Múltiplo

O Mieloma Múltiplo é um tipo de neoplasia hematológica causada pelo crescimento desordenado de plasmócitos, que acomete
principalmente a medula óssea;

O mieloma costuma ser chamado de múltiplo porque normalmente cresce em várias porções ou áreas no osso. Quando isso não acontece, trata-se de um “plasmocitoma solitário,” mieloma único raro que pode aparecer dentro ou fora da medula óssea;

A principal função dos plasmócitos é produzir imunoglobulinas (também conhecidos como anticorpos), que são alguns dos mecanismos responsáveis pela defesa imunológica do nosso corpo contra agentes externos;

No Mieloma, as imunoglobulinas produzidas não são funcionais, compromentendo assim a imunidade e o correto funcionamento desses anticorpos. Estas imunoglobulinas são conhecidas como Proteína Monoclonal ou Proteína M;

Na Citometria de Fluxo, plasmócitos normais apresentam o seguinte fenótipo: CD45+, CD38+, CD138+, CD19+, CD56-/fraco, CD81+, CD117-, CD27- e cIg policlonal (*cIg: Imunoglobulina Citoplasmática)

Referências:
• WHO Classification of Tumors of Haematopoietic and Lymphoid Tissues, 2017
• Mieloma Múltiplo: 50 casos diagnosticados por citometria de Fluxo, doi.org/10.1590/S1516-84842005000100009
• Imunofenotipagem de plasmócitos anômalos: discriminação pela intensidade média de flurescência (MFI), 2020, DOI: doi.org/10.1016/j.htct.2020.10.749

Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN)

O QUE É?

A hemoglobinúria paroxística noturna, conhecida como HPN, é uma anemia hemolítica crônica adquirida rara de curso clínico variável.

O paciente apresenta anemia hemolítica, pancitopenia e episódios de trombose.

A HPN pode estar associada à outras doenças hematológicas de falência medular, como a anemia aplástica e síndrome mielodisplásica.

PQ RECEBE ESSE NOME?

O termo hemoglobinúria paroxística noturna refere-se à descrição de destruição de eritrócitos com liberação de hemoglobina na urina, notada principalmente por coloração marrom-escura na primeira urina da manhã.

O termo “noturna” se refere à crença inicial de que a hemólise seria desencadeada por acidose durante o sono; esta ativaria o complemento, que destruiria eritrócitos com membrana celular desprotegida.

Sabe-se hoje que a hemólise acontece durante todo o dia, mas a observação de hemoglobinúria ocorre pela manhã por causa do aumento da concentração urinária durante a noite.

PQ OCORRE?

A HPN é causada pela mutação somática no gene da fosfatidilinositolglicana classe-A (PIG-A).

Esse gene codifica uma enzima essencial para a biossíntese das âncoras de glicosilfosfatidilinositol (GPI).

Algumas proteínas são ligadas nas células pela GPI.

Por isso, havendo a deficiência completa ou parcial de GPI, essas proteínas específicas não conseguem ancorar nas células.

Dentre as proteínas ancoradas por GPI estão CD55 e CD59.

Elas são responsáveis pelo controle da ativação da cascata do complemento.

EM QUE CASO DEVE-SE INVESTIGAR HPN?

  • Pacientes com anemia hemolítica com Coombs negativo
  • Pacientes com aplasia de medula ou SMD, mesmo sem evidência de hemólise clinicamente manifestada
  • Pacientes com trombose* sem causa aparente, em locais pouco comuns ou associada à citopenias e/ou hemólise

*Trombose: GPI ancora o receptor do ativador de plasminogênio uroquinase, cuja ausência gera redução da fibrinólise local, e o inibidor da via do fator tecidual que, se ausente, permitiria o aumento da atividade pró-coagulante deste fator.

Referências:

  • Arruda M, Rodrigues C, Yamamoto M, Figueiredo M. Hemoglobinúria paroxística noturna: da fisiopatologia ao tratamento. Revista da Associação Médica Brasileira. 2010;56(2):214-221.
  • Correia, R. P., Bento, L. C., Bortolucci, A. C. A., Alexandre, A. M., Vaz, A. D. C., Schimidell, D., & Bacal, N. S. (2016). Technical advances in flow cytometry-based diagnosis and monitoring of paroxysmal nocturnal hemoglobinuria. Einstein (Sao Paulo), 14, 366-373.

Guia rápido para Imunofenotipagem de Doenças Linfoproliferativas Crônicas T

Vamos falar de Doenças Linfoproliferativas de células T?

Relativamente incomuns, as DLPC-T representam cerca de 12% de todos os linfomas não Hodgkin.

Os subtipos mais comuns são o linfoma T periférico sem outras especificações e o linfoma angioimunoblástico de células T.

No Linfoma T periférico, a maior parte dos pacientes possui envolvimento de linfonodos periféricos e tem sobrevida global abaixo de cinco anos. Quando a doença é generalizada, frequentemente há infiltração de medula óssea, fígado, baço e tecidos extranodais.

Já o linfoma angioimunoblástico de células T quase sempre está associado com o vírus Epstein-Barr (EBV) e manifesta-se como uma neoplasia avançada, com linfadenopatia generalizada, hepatoesplenomegalia, sintomas sistêmicos e hipergamaglobulinemia. Além disso, os indivíduos apresentam imunodeficiência secundária. Tudo isso diminui a sobrevida, que, estima-se, não chegue a três anos.

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Referências:

Fiona E. Craig, Kenneth A. Foon, Flow cytometric immunophenotyping for hematologic neoplasms,
Blood, Volume 111, Issue 8, 2008, Pages 3941-3967, ISSN 0006-4971, https://doi.org/10.1182blood-2007-11-120535.
(https://www.sciencedirect.com/science/article/piiS0006497120408547)

https://www.fleury.com.br/medico/artigos-cientificos/diagnostico-de-neoplasias-linfoides-de-celulas-t-maduras-depende-de-suas-caracteristicas-morfologicas-e-imunofenotipicas-revista-medica-ed-2-2013

Imunoterapia

Você sabe o que é imunoterapia?

Imunoterapia é uma modalidade terapêutica.

Nela há indução do combate de, por exemplo, células neoplásicas, pelo próprio sistema imunológico do paciente.

Existem diversos tipos de tratamentos imunoterápicos.

Anticorpos monoclonais:

Anticorpos produzidos em laboratório contra antígenos específicos das células de interesse.

Podem ou não estar conjugados com outros compostos, como quimioterápicos.

Temos um post completo falando somente sobre eles. Confere no nosso feed do Instagram. Confira aqui.

Inibidores de checkpoint:

Atuam basicamente eliminando os “freios“ do sistema imunológico.

CAR-T Cells:

Trata-se de linfócitos T, que são extraídas do paciente e moldadas em laboratório para combaterem seu próprio tumor.

Depois, são infundidas de volta no paciente. Ou seja, elas atuam reprogramando as próprias células do paciente contra a doença.

Na próxima semana, explicaremos mais sobre elas!

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